quinta-feira, 31 de março de 2016

LUIZ ALTAMIR VENCE OS 400M LIVRE NO SULAMERICANO ABSOLUTO NO PARAGUAI


Campeonato Sul-Americano de natação Assunção Luiz Altamir 400m livre (Foto: Satiro Sodré / SSPress)

A vitória de Altamir veio justamente na prova em que deve representar o Brasil nos Jogos Olímpicos: os 400m livre. Com o tempo de 3m51s33, ele deixou para trás o argentino Martin Naidich (3m52s23) e o venezuelano Christian Quintero (3m52s24), separados por apenas um centésimo. 

A marca ainda ficou um pouco acima da melhor da carreira da jovem revelação do Fla, que anotou 3m50s32 no Torneio Brasileiro/Open de 2015 - primeira seletiva olímpica brasileira. Altamir agora volta o foco para o Troféu Maria Lenk, segunda e última seletiva, que começa no dia 15 de abril, no Rio de Janeiro. Além dos 400m livre, ele ainda buscará vaga nos 200m livre e nos 200m borboleta.

globo.com




quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

MANAUDOU MELHOR MARCA DO ANO NOS 50M LIVRE.... PENSE NUMA FINAL OLÍMPICA INESQUECIVEL !!!


O francês candidatíssimo ao Ouro Olímpico  mostra que esta ótima fase 
e vence prova na etapa de Amiens do Golden Tour com o tempo de 21s57



Florent Manaudou começou o ano olímpico mostrando que está disposto a entrar para o seleto clube de bicampeões nos Jogos do Rio 2016. Neste sábado, sem dificuldades, o francês venceu a prova na etapa de Amiens do Golden Tour "Camille Muffat", na França, com 21s57. A marca é a melhor da temporada. Ele deixou para trás os compatriotas Jérémy Stravius (22s37) e Fred Bousquet (22s49).

Fonte: Blog do Coach
Em agosto, Manaudou faturou a medalha de ouro no Mundial de Kazan com 21s19. Na ocasião, o brasileiro Bruno Fratus ficou com o bronze (21s55). Até o momento, o velocista é dono também do segundo melhor tempo de 2016 (21s72). O terceiro está em poder do australiano Cameron McEvoy, que venceu neste sábado o desafio Aquatic Super Series, disputado em Perth, na Austrália: 21s73,  sua melhor marca pessoal.

Fratus é o quinto do ranking de 2016, com 22s07, anotado no GP de Austin, nos Estados Unidos, no dia 16 de janeiro. No entanto, o brasileiro ainda é dono da melhor marca pós-Mundial de Kazan, com o 21s36 que fez na abertura do revezamento 4x50m livre do Torneio Brasileiro/Open de Palhoça-SC, em dezembro de 2015.
Campeão olímpico dos 50m livre em Pequim 2008 e tricampeão mundial (Roma 2009, Xangai 2011 e Barcelona 2013), Cesar Cielo ainda não competiu este ano. Ele está treinando nos Estados Unidos, em busca de recuperação do desempenho ruim no Torneio Brasileiro/Open, quando ficou fora da final dos 100m livre e abriu mão da disputa dos 50m. A expectativa é de que ele faça sua estreia na temporada no GP de Orlando, entre os dias 3 e 5 de março.  

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

ANALISE DO RECORDE MUNDIAL DE K.LEDECKY NOS 800M LIVRE EM AUSTIN TEXAS


Swimming - 15th FINA World Championships: Day Nine

Análise Thiago Barbosa Dr. em Ciências do Desporto da Faculdade de Nyang/Cingapura

Traduzido por: E.Porfirio / 
swimmingscience.net


Katie Ledecky recorde mundial com o tempo de 8:06,68 no Arena Pro Swim Series em Austin (Texas) quebrando seu próprio recorde mundial dos 800m surpreendendo o mundo. seu ritmo de nado girou em torno de  1,58-1,59 m/s realizando 39 ciclos por volta (uma DPB de 2.27-2.28m ) com um 55% de eficiência e gastando 5,4 kcal por volta. Ela nadou a prova de maneira  muito consistente, mas nas parciais de  600-700m sua eficiência diminuiu quase 3% porque a produção de energia aumentou em 5%, ainda que nenhuma mudança significativa no ritmo de nado acontece-se

Trajetória de Ledecky ate o seu ultimo recorde.
  • Recorde Mundial  em junho 2014 (WR: 8: 11,00)
  • Um ano depois, agosto de 2015 (WR: 8: 07.39)
Para hoje, eu decidi fornecer uma análise mais abrangente de seu recorde mundial mais recente. Eu estarei compartilhando dados sobre cinemática básica que é medida por meio de análise de vídeo (velocidade de natação, as contagens de nº de Braçadas,comprimento ou distancia por braçada e  frequência de Braçadas.

Porque natação de longa distância é fortemente dependente da eficiência dos nadadores ? Também estou relatando duas variáveis ​​que são bons indicadores da eficiência (índice de Freqüência de braçada e de parcialidade eficiência de propulsão). 

Para o último, a eficiência de propulsão puramente Ilustrativo,para tal eu tinha que estimar sua  media de comprimento com base em dados normativos relatados na literatura (de Leva, 1996). Eu não poderia encontrar uma boa imagem subaquática para medir o ângulo dos cotovelos  em Austin. Mas eu poderia utilizar dados de Kazan 2015, que seria o modelo de referencia. Assim, a minha suposição é que espero que não haja mudanças significativas neste recurso (ou seja, no termo do modelo).

Então, eu também estou executando a estimativa da força de nado como relatado em outras pesquisas (Barbosa et al, 2015.);incluindo o poder de superar o arrasto, o poder de transferir energia cinética para água, a produção de energia e gasto energético. 

                     Katie Ledecky / Ritmo de Prova

A velocidade de natação foi medida entre os 15 ª e 35 ª metros,Por isso, estou deixando de lado o efeito das viradas.

O ritmo é bastante constante que varia de 1,58 para 1,59 m / s (Fig 1). Em agosto 2014, ela tinha nadado em divisão negativa indo de 31b a 30.5s nas parciais, mas não desta vez embora. Em agosto 2015, ela nadou em média, a um ritmo 30.7s. Nesta prova as passagens são a 30.6-30.7s.

Então na próxima vez teremos divisões dentro do ritmo 30.5-30.6s? Será que ela vai nadar uma dia abaixo de 30.5s?

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 Katie Ledecky / Cinemática e Eficiência

Na medida em que o numero de braçadas vai evoluindo uma grande parte da prova é realizada em 39 ciclos por volta
(Figura 3). 

Em agosto passado, em Kazan ela estava nadando para 40 ciclos nas passagens ruins e 39 nas melhores . Indo mais longe de volta para 2014, nós tínhamos contado 40-41 ciclos por volta. 

Eu estou querendo saber se Katie estará nadando em 39-38 ciclos a qualquer momento. Então, ela vem diminuindo as Frequências de braçada, aumentando o comprimento por ciclo ou distancia por ciclo,a frequência de  batidas de pernas e as ondulações do nado borboleta apos as viradas. Nós sabemos que em um determinado ritmo, um comprimento de nado melhor significa um menor gasto energético (Barbosa et al., 2008).

Voltando à sua prova, o comprimento do nado  é definido em um 2.27-2.28m constantes até a marca de 600m (fig. 2). 

 Nos próximos 100m diminui significativamente para 2.23-2.24m. Neste 100m a frequência por ciclo aumenta
(fig. 3).

 Apesar dos tempos da frequência aumentarem, não há alteração na contagem de ciclos por braçada

Sendo assim, o que acontece com a eficiência de Ledecky ? Tanto quanto eu entendo, parece que a eficiência diminui um pouco. O índice de acidente ciclos por braçada (Fig. 2) e a eficiência de propulsão (Fig. 3) se alteram rapidamente.

 Por exemplo, a eficiência de propulsão de suas parciais diminui de quase 55% a 52%. Por favor lembrem-se que os valores de eficiência depende da técnica utilizada para ai sim calcular o resultado.  Devemos sempre consultar a técnica de avaliação em execução da interpretação dos dados. 

Por exemplo, avaliando os nadadores Olimpicos não medalhistas encontramos uma eficiência de cerca de 43% para a  prova de 200m Livre utilizando o mesmo procedimento (Costa et al., 2012). 

Com base nessas evidências, agora estou querendo saber se o aparecimento da fadiga aconteceu pela marca de 600m ou não. Se assim for, nós temos aqui algo que pode ser melhorado. O último 100m é uma história completamente diferente e devemos abster-se de utilizar esta informação para esta observação.


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                Katie Ledecky / Força de Nado

Para apoiar esta ideia de que, provavelmente, Katie não foi tão eficiente nos 600-700m dividimos o estudo para podermos analisarmos a transferência energia cinética para água. Esta variável pode esclarecer-nos sobre o quão bom era o seu Agarre, o quão bom era a sua tração e sua Finalização de braçadas jogando agua para tras.

Parece que realmente o seu agarre não foi tão bom como tinha sido antes (4 fig.). O poder de transferir energia cinética aos deslocamentos de água de 32-33W para 35-37W. Em meio a isso, os aumentos de cerca de 73-74W para a finalização dos movimentos de saída da braçada para 75-77W (fig. 4). É um aumento de quase 5%, que não pode ser considerado como desprezível ate porque a velocidade de nado e as divisões são mantidas constantemente.

Portanto, ela estava gastando mais energia para chegar ao mesmo ritmo (ou como se diz em biomecânica), Houve um aumento no gasto energético para realizar o mesmo trabalho mecânico,refletindo diretamente na   Eficiência na Mecânica de nado.
  


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A força de entrada foi estimada como sendo aproximadamente 730W entre os 150m e 550m marcas (fig. 5). 

Isto pode ser retratado como quase 5,4 kcal por volta. Como na marca de 600m, os aumentos da força de entrada, devido aos eventos já notificados. Porque ela é agora compete em casa, no último 100m, Katie entregue uma estimativa de 5,76 e 5,91 kcal nas duas últimas voltas, respectivamente.


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É hora de abordar as limitações desta análise. As estimativas abrangem uma mistura de dados experimentais coletados nesta Prova em agosto de 2015. Algumas características antropométricas foram estimados a partir de dados normativos disponíveis na literatura. Por último, mas não menos importante, as estimativas são propensas a mostrar um viés em comparação com os dados experimentais.

Com Katie não é uma questão de se, é uma questão de quando. Quando é que ela vai bater novamente o Recorde Mundial dos 800m Livre. 

Traduzido por : E.Porfirio /  www.swimmingscience.net/



Referências
  1. Barbosa, TM, Fernandes, RJ, Keskinen, KL, & Vilas-Boas, JP (2008). A influência da mecânica de AVC em custo de energia de nadadores de elite. European Journal of Applied Physiology, 103 (2), 139-149
  2. Barbosa, TM, Morais, JE, Marques, MC, Costa, MJ, e Marinho, DA (2015). O desempenho da energia de saída e Corrida de Velocidade de jovens nadadores. The Journal of Strength & Condicionado Research, 29 (2), 440-450
  3. Costa, MJ, Bragada, JA, Mejias, JE, Louro, H., Marinho, DA, Silva, AJ, & Barbosa, TM (2012). Acompanhando o desempenho, a energética e biomecânica do internacional contra nadadores de nível nacional durante uma temporada competitiva. Revista Europeia de fisiologia aplicada, 112 (3), 811-820.
  4. De Leva, P. (1996). Ajustes de parâmetros de inércia do segmento Zatsiorsky-Seluyanov. Jornal da biomecânica,29 (9), 1223-1230
  5. Zamparo, P., Pendergast, DR, Mollendorf, J., Termin, A., & Minetti, AE (2005). Um balanço energético de crawl.Revista Europeia de fisiologia aplicada, 94 (1-2), 134-144
Por Tiago M. Barbosa que ganhou um grau de Doutor em Ciências do Desporto e detém uma posição do corpo docente da Universidade de Cigapura

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

LOCHETE X PHELPS 200M MEDLEY GP DE AUSTIN-USA (VÍDEO)


Depois do ouro nos 100m borboleta no primeiro dia de disputas, na sexta, Phelps também levou a medalha dourada nos 200m medley. O dono de 22 medalhas olímpicas garantiu o lugar mais alto do pódio, com o tempo de 1m58s00. Seu amigo e tradicional rival Ryan Lochte ficou com a prata (1m58s43), e Josh Prenot completou o pódio (1m59s94). Phelps, porém, não disputou os 200 borboleta, outra prova em que estava inscrito para o último dia do torneio em Austin. 



globo.com




sábado, 26 de dezembro de 2015

OS 13 MELHORES FATOS DA 1ª SELETIVA OLÍMPICA BRASILEIRA

bruno fratus open palhoça seletiva olímpica rio 2016

Os 13 melhores fatos da primeira seletiva olímpica

Por: Carolina Monrcovo - Editora do Blog Yes Swim
O Open foi bom. Muito bom. Algumas provas não atingiram as expectativas, mas outras superaram e muito. Apesar de nada ainda definido, o número de atletas que obtiveram índice olímpico nessa primeira seletiva foi expressivo e isso só tende a aumentar. Algo provavelmente inédito, por exemplo, é o fato de todas as provas masculinas terem pelo menos um representante garantido. Só o 1500 está em stand by (mesmo sabendo que três nadadores já nadaram abaixo da marca em 2015 e não tivemos o recordista brasileiro nessa primeira tentativa).
As mulheres também não fizeram feio. Índice em cinco provas individuais com tempos sólidos.
Ou seja, percebe-se que não foi fácil decidir os melhores acontecimentos do Brasileiro Senior/Torneio Open. Em uma conversa eterna com a Bia (e até por isso pedimos desculpas pelo atraso) chegamos ao nosso ranking dos melhores fatos dessa primeira seletiva olímpica na última semana:

13- Dois índices para Leonardo de Deus

Apesar de não ter nadado para seus melhores tempos, Leonardo de Deus saiu de Palhoça com 100% de aproveitamento. Três provas, três classificações temporárias. Nos 200 borboleta ele é finalista de mundial, no 200 costas, ele é semifinalista olímpico e, principalmente no borbo, com grandes chances de fazer final no Rio 2016. Ainda está, por enquanto, com uma das vagas para o revezamento 4×200 livre.
Leonardo de Deus. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Leonardo de Deus. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

12- 48”4 de Nicolas Oliveira

Se tem alguém na natação brasileira que sabe decidir na hora certa, esse alguém é Nicolas Oliveira. O nadador do Minas às vezes dá a sensação que ressurgiu das cinzas, mas a verdade é que nunca está fora das seleções brasileiras, independente de lesões. Sempre constante, tanto nos 100 como nos 200 livre, é uma peça fundamental para ambos os revezamentos. No Open, já fez índices nas duas e é uma das pessoas que mais podem ficar “tranquilas” quanto à convocação olímpica.
Nicolas Oliveira. Torneio Open de Natacao na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Nicolas Oliveira. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

11- O recorde e índice de Enderica

Com a ausência de Brandonn Pierry nos 1500 livre, esperava-se um bom duelo entre Lucas Kanieski e Miguel Valente, em busca do índice olímpico. O que aconteceu foi uma vitória incrível e isolada do equatoriano Esteban Enderica, que não só fez o índice olímpico, como bateu o recorde sul-americano com 15’09”82, mais de 10 segundos a frente do melhor brasileiro.
Esteban Enderica. Torneio Open de Natacao na Unisul. 16 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Esteban Enderica. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

10- Os 200 livre feminino

Está cada vez mais a real a possibilidade de termos apenas nadadoras sub 2 minutos no revezamento 4×200 livre. Ainda ousamos dizer que um 1’59” pode não garantir vaga olímpica. Manuella Lyrio teve o melhor tempo com 1’58”43. Jessica Cavalheiro baixou os 2 minutos pela primeira vez e encontra-se com o segundo tempo: 1’59”77. Maria Paula Heitmann está cada vez mais próxima da quebra da barreira, com 2’00”24. Larissa Oliveira já nadou abaixo dos 2 minutos algumas vezes esse ano e por enquanto encontra-se com o quarto tempo, com 2’00”54. Ainda temos Rafaela Raurich e Joanna Maranhão, por exemplo, que também têm plenas condições de fazer o tempo.
Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Pódio 200 livre feminino. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA



9- Os 100 peito masculino

Já esperávamos uma prova disputada e mais de dois nadadores abaixo do índice. Mas esperar é uma coisa, ver acontecer é outra. E vimos Felipe França, absoluto, João Luiz Gomes Jr., Felipe Lima e Pedro Cardona acontecendo. Os três primeiros são os principais responsáveis pelas mais belas disputas por vagas dos últimos dois ciclos. Pedro Cardona é novo nessa briga adulta e que não seja subestimado pelo tamanho. Isso porque nessa primeira seletiva tivemos os quatro, mas pode-se acrescentar mais pelo menos dois nomes com chances de conquistar essas duas tão cobiçadas vagas.
Joao Gomes. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Final 100 peito masculino. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

8- O índice de Nicholas Santos

“Ué, mas ele fez o terceiro tempo da prova.” Sim, os maiores destaques do 100 borboleta foram, definitivamente, Henrique Martins e Marcos Macedo. E esse oitavo lugar é pra eles também, afinal há 6 anos que um brasileiro não está tão próximo de quebrar a barreira dos 52 segundos, o que dirá dois. O que dirá três né, e é aí que entra Nicholas. O cara é medalhista mundial nos 50 borboleta e nessa prova ele é indiscutível. Mas é uma prova não-olímpica. Nicholas podia escolher entre a ousadia de disputar uma vaga nos 50 livre e a ousadia de conseguir render nos 100 borboleta, assim como na sua especialidade. Saiu dos 54 segundos para o índice olímpico, com 35 anos de idade.
Henrique Martins. Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
100 borboleta masculino. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

7- A provável quarta Olímpiada de Joanna Maranhão

Digo provável, porque só termina quando acaba. Mas considerando a confirmação de sua classificação em abril (nas duas provas em que já fez índice), Joanna irá para sua quarta Olimpíada. Thiago também está rumo à quarta, assim como Kaio Márcio que também pode alcançar o feito, mas o recorde no masculino são cinco, de Rogério Romero. Joanna está prestes a se tornar a primeira nadadora brasileira a ir à uma quarta Olimpíada, juntando-se a um seleto grupo de mulheres que alcançaram o feito.
Joanna Maranhao. Trofeu Daltely Guimaraes na Unisul, Campeonato Brasileiro Senior. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Joanna Maranhao. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA



6- O recorde mundial Junior

Já era para ser dele, mas um exame antidoping atrapalhou tudo. Ou melhor, a ausência dele. Seja lá por qual motivo, não testaram Brandonn Pierry nos Jogos Pan-Americanos, quando foi campeão nos 400 medley e de acordo com a regra, o recorde só pode ser validado se for feito o teste. A culpa não foi dele e esse erro alheio ficou engasgado. Brandonn sequer nadou os 1500 para focar nos 400 medley, mais pela obtenção de índice olímpico do que o recorde em si, mas o importante é que os dois saíram e o exame foi feito.
Brandonn Almeida. Torneio Open de Natacao na Unisul. 17 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Brandonn Pierry. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

5- O recorde sul-americano de Guido

Sério, se me permitirem a piada sem graça, Guilherme Guido parece vinho, assim como Nicholas Santos. Guido melhorou sua marca pessoal abrindo o revezamento pan-americano, após anos. No Mundial não foi tão bem, ficando de fora da final, mas no Finkel nadou novamente para 53” baixo, surpreendendo ele mesmo. Em Palhoça, pela manhã, garantiu o índice com tempo bem parecido ao do Finkel, mas de tarde seus 53”09, novo recorde sul-americano, os colocaram em nono no ranking mundial de 2015 (em que possui três americanos e o deixaria hoje em uma final olímpica).
Guilherme Guido. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Guilherme Guido. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

4- Os 100 livre de Etiene

Se não saiu nos 100 costas, prova em que é campeã pan-americana, os 100 livre foi consolidado. Os 54”26 de Etiene Medeiros já acendeu a expectativa de uma mulher sul-americana na casa dos 53 segundos (sempre queremos mais) e são 4 décimos abaixo do antigo recorde de Larissa Oliveira. Ter três mulheres atualmente abaixo dos 55 segundos é sensacional, sendo uma muito próxima da barreira dos 54.
Etiene Medeiros. Trofeu Daltely Guimaraes, Campeonato Brasileiro Senior na Unisul. 18 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Etiene Medeiros. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

3- Os 400 do Altamir

Mais do que o resultado em si, essa prova provavelmente foi a mais emocionante da competição. Vimos toda a arquibancada comemorar o índice do jovem nadador do Flamengo, que já havia ido muito bem nos 200 livre, em que permanece com o terceiro tempo, e culminou com índice olímpico e melhor marca pessoal nos 400 livre: 3’50”32.
Luiz  Altamir. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Luiz Altamir. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA



2- 21”37

Ele já sabia que estava indo para melhor marca pessoal. Entrou no revezamento com esse propósito. Mas com certeza ninguém esperava assim, de cara, um 21”37. O tempo é simplesmente a quarta melhor marca da história sem trajes, segunda melhor marca do ano. Não foi o tempo que o deixa quase classificado para as Olimpíadas, porque Bruno Fratus preferiu nadar a prova, invalidando o resultado do revezamento. Mas o que que tem? Afinal, 21”66 e 21”50 também foram de tirar o chapéu e o mais importante: os adversários sabem.
Bruno Fratus. Torneio Open de Natacao na Unisul. 16 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA
Bruno Fratus. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

1- Manu

Manuella Lyrio foi o nome da competição, Provavelmente a mais constante dos nadadores. Três provas, duas melhoras de tempo (sendo um recorde brasileiro) e um índice olímpico. Nos 100 livre, mantém-se com o segundo tempo para o revezamento 4×100 livre com 55”20 feito na final do Open. Nos 200 livre, o índice: 1’58”43, muito próxima a sua melhor marca, que também lhe dá a vaga para o reve 4×200. Nos 400, primeira brasileira a baixar os 4’10”, com 4’09”96. Nessa última prova, o mais impressionante foi a passagem: 2’01”80, que reflete a vontade cada vez mais aflorada da nadadora.
Manuella Lyrio. Torneio Open de Natacao na Unisul. 19 de dezembro de 2015, Palhoca, SC, Brasil. Foto: Satiro Sodré/ SSPress/CBDA

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

CIELO RECONHECE QUE NÃO ESTA NO MELHOR DA FORMA E FOCA EM UMA BOA PARTICIPAÇÃO NO OPEN



Cesar Cielo também nadou o revezamento, mas como segundo homem a cair na água e contribuiu com 21s44, na vitória do Minas Tênis, 1m27s67, ao lado de Alan Vitória, Ítalo Duarte e Felipe Martins. O Pinheiros de Fratus terminou em segundo, 1m27s95, com um quarteto que ainda tinha Marcelo Chierighini, João de Lucca e Diego Prado.
- Foi bom para entrar na competição e quebrar o gelo. Não sei como foi a parcial e nem as frequências. Agora quero descansar e sexta feira vir bem para nadar os 100m livre. Fisicamente estou bem, essa foi a minha primeira competição depois do Mundial. Tenho que buscar o ritmo de competição rápido, mas vou usar a eliminatória para treinar a estratégia dos 100 metros.
 O importante agora é fechar bem o ano e tentar tirar um tempo legal aqui. Eu sei que é difícil, eu querer o máximo que eu posso fazer, sabendo que voltei a treinar faz pouco tempo. Acho que posso nadar bem, apesar de não ter feito uma temporada ideal ainda, posso fazer grandes tempos nesse final de semana –  Afirma Cesar Cielo.
E.Porfirio

VISANDO JOGOS DO RIO MIREIA BELMONTE FAZ ACLIMATAÇÃO NA AFRICA

Belmonte natação


Já vislumbrando a conquista do ouro inédito nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, a campeã mundial Mireia Belmonte, primeira nadadora espanhola a conseguir duas medalhas em uma Olimpíada, corre contra o tempo para voltar à boa forma. Recuperada de uma lesão no ombro, Belmonte fará um retiro na África do Sul no início do ano para se ambientar ao clima tropical semelhante ao do Rio.

Aos 25 anos, Mireia Belmonte precisou abrir mão do Mundial de Kazan, na Rússia, por conta de uma lesão nos tendões do ombro que a impediam de fazer o movimento das braçadas de forma plena. Recuperada da tendinite, a espanhola já somou cinco medalhas de ouro na Copa de Amsterdã, no fim de semana.
"Sei que essa experiência fez eu me sentir mais segura. Me deu segurança na hora de competir e mais vontade de conquistar mais. Se eu tivesse ganhado o ouro (nas Olimpíadas de Londres) haveria visto tudo com mais calma. Mas ganhei a prata, ainda mais nos 200m borboleta, onde o ouro escapou nos últimos metros", comentou a nadadora em entrevista ao El País.
Determinada a estar no lugar mais alto do pódio no Rio de Janeiro, Belmonte vai cumprir uma rotina rígida de treinos até o Aberto da Espanha, em março, competição na qual pode garantir vaga para as provas de natação dos Jogos. O técnico Fred Vergnoux elaborou um plano de treinos regrado, que contará até com clínica em Pretoria, África do Sul.
"Competiremos em todos os fins de semana até 24 de dezembro e, dia 27, embarcaremos para Pretoria. Como será verão na África do Sul, estaremos em uma condição climática parecida com a do Rio. Um pouco de calor é bom porque permite treinar em uma piscina a céu aberto. A piscina coberta dificulta a respiração, o cloro e o calor gastam, a fadiga aumenta", disse.
Profissional na natação desde 2007, Mireia admite que o problema afetou consideravelmente seu rendimento nos últimos tempos. ?Sempre tive dores no ombro, mas nunca tão contínuas. O dia que um esportista de elite não tem dor é raro. Tem que sentir dor física porque coloca o corpo no limite. No último ano olímpico, antes de Londres, eu estava exausta, não tinha força para nada?, relatou.
Fonte:Gazeta Press

AGUA X ENERGY DRINK'S QUAL A IMPORTANCIA DE AMBAS

Existem 2 motivos para beber líquidos: (1) para se manter hidratado, e (2) para fornecer o corpo  combustível para a pratica esportiva...